Consultoria no Brasil e América Latina

O mercado de consultoria no Brasil começou a se evidenciar no início dos anos 90, com a abertura de mercado e competitividade iniciado no Governo Collor. Com o processo de privatização de empresas estatais, estas organizações precisavam de um trabalho com profundas mudanças em sua estrutura organizacional, e assim oportunizando atividades para o setor de consultoria na busca de novos e modernos modelos de gestão. Este cenário resultou no aumento da demanda por consultores capacitados.

A tendência de globalização da economia vem aumentando significativamente as exigências de qualidade, produtividade, inovação constante de produtos e serviços, pressionando as organizações a acompanhar este ritmo na corrida pela participação no mercado. A visão externa de um profissional facilita encontrar novos caminhos a serem seguidos pelas empresas.

O Brasil é o mercado de consultoria mais substancial da América Latina. Ele também representa a maior fatia de crescimento absoluto para o período de 2009-2013, contribuindo com $ 0,72 bilhões dos $1,67 bilhões da receita total com consultoria a ser adicionado ao mercado de consultoria da América Latina em geral. Pesquisas indicam que este cenário positivo para o setor deverá manter ao longo desta década.

O principal fator da forte demanda no Brasil e demais países da América Latina por serviços de consultoria é o crescimento econômico.

De acordo com a Kennedy Consulting Research & Advisory, as áreas onde a oportunidade de consultoria está particularmente em ebulição, no Brasil e América Latina são:

  • Por setor: Bens de consumo, embalados, setor público, energia, serviços financeiros e cuidado da saúde;
  • Por linha de serviço: Estratégia, Gestão Operacional, RH, IT e Serviços de Consultoria de Negócios.

No mercado brasileiro, resultados de pesquisas apontam para o cenário da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 indicando impulso na demanda pelo setor público e prevê que o planejamento para os dois eventos irá gerar um adicional de $1 a $2 milhões para o setor de consultoria.

O cenário é promissor, no entanto, há uma carência na oferta de profissionais qualificados na área de consultoria, preocupados com o permanente aprimoramento técnico, elevado nível de proficiência capacidade de transmitir e implantar conhecimento e experiência no tratamento dos mais diversos problemas das empresas públicas e privadas.

Carreira Profissional

Para tornar-se consultor, deve-se ter formação e especialização no assunto em que deseja atuar, deve ter habilidades interpessoais, como saber ouvir, negociar, dar opiniões sem deixar a outra parte ressentida, saber colocar as idéias em palavras, etc.

O consultor deve ter domínio de todo processo de consultoria: entrada e contrato, coleta de dados, diagnóstico do problema, feedback, decisão, implemantação da proposta e avaliação.

O consultor pode ser interno ou externo à empresa. O interno é o próprio funcionário da empresa-cliente, enquanto que o externo é um autônomo prestador do serviço de consultoria. A escolha pelo tipo de consultor deve ser em consideração as vantagens e desvantagens que cada tipo apresenta.

O consultor interno tem a vantagem de conhecer bem a realidade da empresa, tem poder informal na implantação, avaliação e no controle do processo de mudança do projeto, presença diária e tem maior acesso a pessoas da empresa.

Em compensação, o consultor externo tem maior experiência, pois passou por várias empresas, tende a ser especialista em um assunto, detém maior conhecimento quanto à metodologias e técnicas, além de ter maior imparcilidade, pois não faz parte da empresa-cliente.

Definir o produto consultoria vai de acordo com a demanda do mercado e também dos aspectos pessoais de cada consultor. Há consultores que trabalham com mais de um segmento de atuação ou só em um (especialista); também pode-se escolher trabalhar com amplitude local ou regional; trabalhar em um escritório ou em casa; fazer projetos rápidos ou longos em relação ao tempo.

O produto consultoria deve ter originalidade (que não seja copiado por outros consultores), durabilidade (duração do impacto na empresa), além de ter funcionalidade, confiabilidade, acesso, boa relação custo/benefício, competência, velocidade, consistência, empatia e flexibilidade (é o conhecido jogo de cintura).

É importante também que o consultor, além de especialista em um assunto também seja generalista, isto é, que domine as outras do conhecimento, como marketing, finanças, planejamento, gestão de pessoas, comércio exterior, qualidade, etc. para que, no caso do problema não seja da especialidade dele, o consultor deve até mesmo indicar um outro profissional competente no assunto, a fim de não deixar o cliente na mão.

Falar de confiança em um trabalho de consultoria empresarial aparenta ser um assunto mais do que óbvio – não parece lógico que alguma empresa vá contratar uma consultoria sem que tenha sido criada, previamente, uma relação de confiança entre as duas partes. Principalmente sem que se tenha a crença de que, de fato, o olhar de fora de um especialista poderá movimentar a companhia em uma direção melhor.

De forma a investir na melhoria da formação dos futuros consultores, o Instituto Horos lança o Curso de Formação de Consultores. As informações devem ser acessadas no site www.queroserconsultor.com.br